ões. É verdade, esta esperança já
existe, mas como coisa longínqua, nebulosa, apoiada só na fé,
duvidosa, porque poderá realizar-se apenas numa outra vida desconhecida
que, para nós, vivos, se perde no mistério da morte. A novidade
consiste em apresentar esta convicção como realidade positiva,
verdadeira, porque não somente demonstrada com as provas da razão
e da ciência, mas também submetida a um processo regular de experimentação,
confirmada pela nossa própria vida, que nos mostra como são verdadeiros
os princípios em que se baseia aquela esperança. Nosso problema
agora é só este: o de permitir aos outros tocarem com as suas
mãos esta outra realidade, como nós a tocamos, para que assim
possam tirar desse conhecimento a certeza, o otimismo e a força que ele
nos deu. Esta é também a razão dos livros que escrevemos.