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Pietro Ubaldi casou-se aos vinte e cinco anos, seguindo orientação dos pais que escolheram para ele uma jovem rica e bonita, possuidora de muitas virtudes, além de fina educação. Como recom-pensa pela aceitação da escolha, seu pai transferiu para o casal um patrimônio igual àquele trazido pela Senhora Antonieta Solfanelli Ubaldi. Este era, agora, o nome da jovem esposa. O casamento não estava nos planos de Ubaldi, somente justificável porque fazia parte de seu destino. |
Ele girava em torno de outros objetivos: o Evangelho e os ideais
franciscanos. Mesmo assim, do casal Antonieta e Pietro Ubaldi nasceram três filhos: Franco
(morto em 1942, na Segunda Guerra Mundial), Vicenzina (desencarnou aos dois anos de idade,
em 1919), e Agnese (falecida em S. Vicente (SP) - 1975).
Aos poucos, Pietro Ubaldi foi abandonando a riqueza, deixando-a por
conta do administrador, Ettore Seste Pacini. Após quinze anos de enlace matrimonial, em 1927,
com a desencarnação de seu pai, fez voto de pobreza, transferindo à família os bens que lhe
pertenciam. Aprovando aquele gesto de amor ao Evangelho, Cristo lhe apareceu. Isso para ele
foi a maior confirmação à atitude tomada. Em 1931, Pietro assumiu uma nova postura,
estarrecedora para seus familiares: a renúncia franciscana. Daquele ano em diante iria viver
com o suor do seu rosto e renunciava todo o conforto proporcionado pela família e pela riqueza
material existente. Fez concurso para professor de inglês, foi aprovado e nomeado para o Liceu
Tomaso Campailla, em Módica, Sicília - região situada no extremo sul da Itália - onde trabalhou
somente um ano letivo. Em 1932 fez outro concurso e foi removido para a Escola Média Estadual
Otaviano Nelli, em Gúbio, ao norte da Itália, e ficou mais próximo da família. Nessa urbe,
também Franciscana, trabalhou durante vinte anos e fez dela a sua segunda cidade natal, vivendo
num quarto humilde de uma casa, pequena e pobre - pensão do casal Norina-Alfredo Pagani -
Via della Cattedrale, 4/6, situada na encosta de um grande monte.